O exame que permite o diagnóstico precoce da osteoporose e da osteopenia

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A demografia brasileira passou por mudanças significativas nas últimas décadas, o que pode ser observado no aumento da proporção de idosos (mais de 60 anos) na população. Algumas doenças que atingem principalmente essa faixa etária ganham destaque com o aumento de expectativa de vida, entre elas a osteoporose, que gera a perda de minerais nos ossos, tornando-os mais porosos. Mulheres a partir dos 40 anos (ou na menopausa) são o principal grupo de risco, mas os homens também devem se preocupar com a enfermidade.

A situação da estrutura óssea de uma pessoa pode ser averiguada através de exames de imagens. O mais adequado para o diagnóstico da osteoporose ou osteopenia (quando a perda de massa óssea é de até 30%) é a densitometria óssea. O procedimento é capaz de identificar anomalias mais precocemente do que os exames convencionais, que só mostram a perda de calcificação quando o quadro se mostra irreversível.

O exame de densitometria óssea dura de 15 a 20 minutos e, geralmente, as análises são feitas nos ossos da coluna e do fêmur (região do quadril). A radiação é emitida da parte de baixo da maca sobre a qual o paciente se deita e é captada pelo detector, que gera as imagens transmitidas para um monitor. Nos casos em que o paciente não consiga se deitar na máquina, como é o caso dos obesos, o estudo pode ser feito no osso do antebraço do braço não dominante do examinado.

Como o feixe de radiação da densitometria geralmente é em lápis (mais direcionado), não é obrigatório o uso de proteção contra as radiações ionizantes. A única recomendação é que o técnico fique entre 1,5 m e 1,8m de distância do paciente. “Antes do procedimento, todos os acessórios de metal devem ser retirados e o uso de remédios que contêm cálcio na composição deve ser suspenso. Além disso, pessoas que tomaram contraste de bário não podem fazer o exame no período de oito a dez dias”, informa Vera Lúcia de Amaral Menezes, técnica em radiologia especializada no assunto. Ainda de acordo com a paulistana, o uso de creme para a pele é liberado, por mais que haja metais no cosmético.

“O controle de qualidade diário da máquina é responsabilidade do técnico em radiologia, que também vai precisar ter um bom conhecimento de anatomia, da osteoporose e da osteopenia para saber das reais necessidades do paciente”, relata Vera, que está na área desde 2003. O estudo constante e a atualização das inovações tecnológicas são os últimos pontos citados pela técnica para que o profissional da área de densitometria execute bem o serviço.

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